Em muitas línguas, a forma de um substantivo permanece fixa independentemente de seu papel na frase — o caso é indicado pela ordem das palavras ou por um artigo precedente, enquanto o corpo do substantivo nunca muda. A marcação de caso em alemão geralmente funciona de modo semelhante: Nominativ, Akkusativ, Dativ e Genitiv são sinalizados principalmente pelo artigo (der, den, dem, des), enquanto o próprio substantivo permanece constante. Uma classe especial de substantivos masculinos rompe esse padrão: eles não param no artigo — o próprio substantivo também recebe uma terminação em -n ou -en em todos os casos, exceto no Nominativ singular. Esse grupo é conhecido como n-Deklination (declinação em -n), ou "substantivos fracos" (schwache Substantive), e confunde até aprendizes avançados justamente porque é imprevisível em relação a todos os outros substantivos masculinos.
De onde vêm esses substantivos? A maioria pertence a categorias reconhecíveis: substantivos que designam pessoas e profissões, frequentemente terminados em -e (der Kollege, der Junge, der Nachbar), animais (der Löwe, der Bär, der Affe), nacionalidades (der Türke, der Franzose) e palavras de origem latina ou grega terminadas em sufixos como -ist, -ent, -ant ou -at (der Student, der Präsident, der Journalist, der Demokrat). Reconhecer esses padrões morfológicos permite prever qual novo substantivo se comportará dessa maneira sem memorizar cada um individualmente.
A regra de funcionamento, uma vez compreendida, é simples: o Nominativ singular não recebe nenhuma terminação extra (der Student), mas o Akkusativ, o Dativ e o Genitiv singular recebem todos -en (den/dem/des Studenten). No plural, esses substantivos geralmente se comportam como qualquer outro plural em -en, de modo que não se percebe distinção ali. Dois irregulares merecem atenção especial: der Herr recebe apenas -n no singular (den Herrn), mas -en no plural (die Herren); e der Name pertence a esse grupo, mas adicionalmente acrescenta -s no Genitiv singular (des Namens) em vez de apenas -n — uma exceção que compartilha com palavras aparentadas como der Gedanke e der Glaube.
O erro mais comum entre aprendizes avançados é flexionar apenas o artigo e deixar o próprio substantivo intocado, produzindo o incorreto Ich sehe den Student ou Ich helfe dem Nachbar em vez do correto Ich sehe den Studenten e Ich helfe dem Nachbarn. Esquecer a terminação -n/-en no próprio substantivo costuma ser a primeira coisa que o olho de um examinador percebe, porque sinaliza a falha em compreender que a "fraqueza" nesses substantivos pertence ao substantivo, e não apenas ao artigo que o precede.